A função do revestimento nas casas não é só decorativa, é de proteção e de segurança

Os revestimentos geralmente empregados nos pisos são de material cerâmico, pedra ou
madeira. Nas paredes, é comum a aplicação de azulejos, de pastilhas ou argamassa pintada. São estes elementos que conferem ao imóvel um acabamento bonito e elegante. Mas a sua função não é só decorativa, é um componente fundamental na proteção e segurança do edifício.

Função dos revestimentos

Na realidade, eles são somente uma parte, a última, a mais evidente, do que podemos chamar de revestimento. Ao contrário do que parece, a função do revestimento é proteger as partes principais (estruturas e alvenarias) da edificação, normalmente cobrindo-as, em camadas sobrepostas, com os mais diversos tipos de materiais apropriados para tanto, de modo a evitar que estas partes – ou seus componentes – sejam afetadas pelos fatores externos e internos, enfim, tudo o que possa ser causado tanto pelo ambiente quanto pelo uso e atividades constantes do homem.

Rotineiramente, a última camada do revestimento (o acabamento) passa a exercer, também, a função de embelezar, além de proteger. Porém, em nada adianta uma parede bonita, se estiver desprotegida, à mercê de constantes agressões, pois assim estará comprometendo não só a própria parede, mas tudo o que dela depender para a solidez de toda a edificação.

a-funcao-do-revestimento-nas-casas-nao-e-so-decorativa-e-de-protecao-e-de-seguranca1A importância do Revestimento da garagem

Outro local que deveria ser tratado com mais importância é o piso das garagens (subsolos). Em geral, por se tratar de um local em subsolo é sempre um dos últimos a ser feito na execução da obra, acaba ficando sem muita verba e o que se vê são cimentados queimados ou desempenados em péssimo estado de conservação.

Atualmente existem técnicas de reparo e recuperação destes pisos sem a necessidade de demolição da existente, apenas substituição de trechos localizados trincados e soltos, com posterior revestimento, que pode ser tanto uma pintura epoxídica (mais recomendada para áreas industriais em virtude do custo elevado)
como um outro sistema de “pintura” que consiste de grout cimentício pigmentado aditivado com resina acrílica e aplicado com sistema de revólver, ficando com acabamento texturizado, várias opções de cor, além de grande resistência à abrasão, com custo bem menor do que a pintura epoxídica e baixa manutenção.

O revestimento e a segurança da casa

É necessário, então, ter-se a segurança de que as partes que compõem uma casa ou edifício estejam devidamente protegidas, quer junto à superfície (onde aparece), quer abaixo desta, em qualquer uma das demais camadas entre o acabamento final e a própria peça (normalmente, nesta ordem e de dentro para fora, massa grossa, massa fina, base e acabamento).

Esta garantia depende diretamente da escolha dos materiais de revestimento, ou seja, de sua qualidade e adequação e da forma como os mesmos foram ou estão sendo manipulados e aplicados (cada material, que possui comportamento diferenciado, apresenta especificação técnica própria e requer mão-de-obra especializada). Qualquer falha em um desses itens irá, mais cedo ou mais tarde, “aparecer” no acabamento, sob a forma de anomalias.

As anomalias mais freqüentes são o aparecimento de manchas, bolhas, descolamentos (em cerâmica, azulejo ou pedras) e trincas (desde micro-fissuras até rachaduras).

Sendo as anomalias uma conseqüência, é preciso identificar suas causas, pois somente assim pode-se resolver o problema pela raiz. É necessário, então, o diagnóstico dessas causas, que poderão estar tanto nos próprios revestimentos, quanto em qualquer uma das peças por eles cobertas, E esse diagnóstico é melhor identificado por um profissional especialista na matéria.

Os revestimentos têm tempo de vida

Devemos, também, lembrar que todo o material desempenha seu papel somente por um período determinado, e esse período é tão mais curto quanto mais sofre interferências externas. Assim, parece claro que os revestimentos, por serem justamente
os que mais sofrem com agentes agressivos, quer do ambiente externo, quer interno, requerem maiores cuidados, com revisão e manutenção periódicas, muitas vezes simples (limpeza, repintura), mais eficientes.

Quanto mais seguro estiver o usuário da “saúde” dos revestimentos, mais o estará com relação à edificação como um todo pois assim, se qualquer ocorrência anormal, ou anomalia, for detectada, esta muito provavelmente terá como possível causa alguma deficiência mais grave a nível de instalações, alvenaria ou estrutura ou seja, aquilo que não podemos ver, o que está “embutido”, talvez comprometendo a segurança do imóvel. Nesse caso o usuário, ao primeiro sinal de anomalia, deverá imediatamente consultar um profissional especializado, apto e de confiança, que irá determinar o grau de urgência e as providências cabíveis.

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