Aplicação de revestimentos cerâmicos em fachadas

Uma preparação adequada da parede é muito importante para que o resultado final do trabalho, quer a nível técnico quer a nível estético, seja perfeito. Por isto é necessário que sejam feitas os seguintes preparos, antes do início do assentamento das peças cerâmicas:

Limpeza

A base a ser revestida deverá passar por um processo de limpeza para remoção de pó, sujeira, gordura, bolor e outras substâncias que possam vir a prejudicar a aderência. Os procedimentos recomendados para a limpeza são os seguintes:

Remoção de pó, sujeira e materiais soltos

• escovação com vassoura de piaçaba ou escova de aço

• remoção de partículas aderidas com espátula
•lavagem com água sob pressão ou jato de areia nos casos de grande impregnação

Remoção de partículas aderidas com espátula ou talhadeira

• lavagem com água sob pressão ou jato de areia nos casos de grande impregnação.

Remoção de desmoldantes, graxa e gordura

• processos mecânicos (esfregação)
• aplicação de soluções alcalinas ou ácidas:

fosfato de sódio, soda cáustica, ácido muriático ou detergente

Remoção de eflorescências:

• escovação e limpeza com ácido muriático (diluído em água na proporção 1:10), e enxágüe com água.
• escovação e limpeza com ácido muriático, diluído em água na proporção 1:10, e enxágüe com água pura
• alternativamente, pode-se utilizar jateamento de areia.

Remoção de bolor e fungos

• escovação com solução de fosfato de sódio e hipoclorito de sódio, seguida de lavagem com água pura
em abundância.

Remoção de elementos metálicos (pregos, fios, etc.):

• reparos superficiais devem ser realizados com argamassa com traço idêntico à argamassa de emboço.

Remoção de película de tinta

• retirada com espátula e/ou lixamento da superfície com lixa no. 60 ou 80, até remoção completa da tinta.
Sempre que forem utilizadas soluções ácidas ou alcalinas na lavagem da base, a mesma deve ser previamente saturada com água para que não absorva tais soluções, que são extremamente prejudiciais para materiais à base de cimento. Após a lavagem da base com esses produtos, a mesma deve ser enxaguada com água pura em abundância.

Correção da rugosidade e da absorção

A superfície da parede a ser revestida deve apresentar rugosidade suficiente para garantir a aderência entre ela e a argamassa colante. Com o objetivo de aumentar a rugosidade superficial e regular a absorção da água, as paredes devem ser chapiscadas.

Aplicação do Chapisco

O chapisco pode ser aplicado de três maneiras diferentes, em função das características superficiais da base:

Chapisco convencional: Consiste numa mistura de cimento e areia grossa no traço 1:3 (em volume), de consistência fluida, lançada energicamente com colher de pedreiro contra a superfície a ser revestida. Deve-se permitir a secagem do chapisco durante, pelo menos, 3 dias antes da aplicação da camada de regularização.

Chapisco rolado: Consiste numa mistura de cimento, areia média e resina PVA, de consistência fluida, aplicada sobre a superfície a ser revestida com rolo para textura acrílica, em 3 demãos.

Chapisco industrializado: Tipo de chapisco indicado apenas para bases de concreto armado, devido ao  consumo elevado. Consiste na aplicação de argamassa adesiva (argamassa colante) sobre a superfície a ser revestida, com desempenadeira denteada (6 x 6 mm). Deve-se permitir a secagem da argamassa por, pelo menos, 7 dias, para posterior aplicação da camada de regularização.

Paredes em alvenaria de blocos de concreto celular e blocos sílico – calcários apresentam absorção elevada, não devendo receber chapisco. Tais bases devem ser umedecidas antes da aplicação da camada de regularização.

Aplicação do Emboço

O emboço é uma camada de regularização que visa nivelar a superfície da parede e corrigir defeitos e irregularidades da mesma. O assentamento de cerâmica sem um bom nivelamento gera empoçamento de água com o aparecimento de eflorescência, ou infiltrações. Somente depois de transcorridos no mínimo 7 dias da aplicação do chapisco é que poderão ser iniciados os trabalhos de execução da camada de emboço. A execução do emboço deve seguir o estabelecido na NBR 7200 (Revestimento de paredes e tetos de argamassas inorgânicas – procedimentos para execução), da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

O número de etapas em que o mesmo será executado depende da espessura desejada para a camada de emboço:

Espessura do emboço menor ou igual a 3  – 1 etapa
Espessura do emboço entre 3 e 5 –  2 etapas
Espessura do emboço entre 5 e 8  – 3 etapas

Deve-se aguardar no mínimo 24 horas entre cada etapa.

A camada de emboço deverá ser reforçada com tela de arame galvanizado nos encontros entre estruturas de concreto armado e alvenaria nos três últimos pavimentos e no primeiro pavimento sobre pilotis, de uma das maneiras descritas a seguir:

Método 1: para fixação da tela de arame

• Aplicar 1,5 cm de argamassa de emboço, comprimindo e  alisando a camada de argamassa;
• Colocar a tela e comprimir fortemente contra a argamassa;
• Aplicar o restante da argamassa;
• A adoção desse método exige que a camada total de emboço tenha no mínimo 3 cm de espessura.

Método 2:  para fixação da tela de arame

• Fixar uma fita de polietileno ao longo da interface concreto/alvenaria
• Fixar a tela de arame galvanizado na base pelas bordas, com grampos, chumbadores ou pinos.
• Aplicar a argamassa de emboço
• A adoção desse método exige que a camada de emboço tenha no mínimo 2 cm de espessura.

A superfície final do emboço deverá ser sarrafeada e o acabamento deve ser rústico, obtido por desempeno com desempenadeira de madeira.
Somente depois de transcorridos no mínimo 21 dias da aplicação do emboço, poderão ser iniciados os trabalhos de assentamento do revestimento cerâmico.

Condições para iniciar o Assentamento

Para que o assentamento possa se iniciar, a superfície da parede para aplicação da argamassa colante deve apresentar-se da seguinte forma:
• limpa sem fissuras ou rachaduras
• coesa (não deve se esfarelar)
• bem aderida à base (não deve apresentar som cavo quando percutida)
• alinhada em todas as direções (toda a superfície deve pertencer ao mesmo plano)
• o desvio máximo de planeza deve ser de 3 mm em relação a uma régua de 2 metros de comprimento

Para aplicação do revestimento cerâmico, a camada de emboço deverá ter idade mínima de 21 dias.
O revestimento de fachada somente poderá ser feito depois que a estrutura suporte já estiver carregada com seu peso próprio e com todas as alvenarias.

Os mesmos procedimentos de limpeza especificados inicialmente para a parede devem ser seguidos no tratamento das superfícies após a aplicação do emboço que serão revestidas com peças cerâmicas.

Deve-se verificar:

Argamassa –  se a argamassa colante atende às especificações da NBR 14081 (Argamassa colante industrializada para o assentamento de placas cerâmicas – Especificação”) para utilização em fachadas


Peça Cerâmica
– dimensões e tonalidades das peças cerâmicas,  quantidade de revestimento necessária para a execução do serviço, considerando uma quantidade adicional (5 a 10%) para eventuais quebras, recortes ou reparos futuros

Ambiente a ser revestido – dimensões das áreas a serem revestidas,  as canalizações de esgoto e água embutidas nas paredes devem estar concluídas e testadas,  as eventuais impermeabilizações devem estar concluídas e testadas,  todos os elementos (caixas, tubulações, derivações, etc.) das instalações elétricas e telefônicas devem estar adequadamente embutidos nas alvenarias,  os marcos e contramarcos de esquadrias devem estar fixados adequadamente.

Condições térmicas – a temperatura ambinte no momento da aplicação deve estar entre 5 e 30ºC.


Condições de humidade da parede
–  em dias muito quentes ou com vento, deve-se umedecer levemente a superfície da base antes da colocação do revestimento (deve-se evitar o excesso de água),  em caso de penetração acidental de umidade ( infiltração), deve-se esperar a secagem da base por, pelo menos, 24 horas antes do assentamento das peças cerâmicas,  verificar e corrigir a eventual ocorrência de infiltrações que possam prejudicar a aderência do revestimento. Em caso de penetração acidental de umidade ( infiltração), deve-se esperar a secagem da base por, pelo menos, 24 horas antes do assentamento das peças cerâmicas,  verificar e corrigir a eventual ocorrência de infiltrações que possam prejudicar a aderência do revestimento.

ASSENTAMENTO DO CERÂMICO

Antes de iniciar o assentamento propriamente dito, os seguintes serviços devem ser realizados:
• Verificar o esquadro e as dimensões da base a ser revestida para definição da largura das juntas entre as peças, buscando reduzir o número de recortes e o melhor posicionamento destes.
• Locar, sobre a superfície a ser revestida, as juntas horizontais e verticais entre as peças cerâmicas.
• Marcar os alinhamentos das primeiras fiadas, nos dois sentidos, com linhas de náilon, servindo então de referência para as demais fiadas, ou então a partir da fixação de uma régua de alumínio junto à base.
• Arranjar as peças de forma que sejam feitos cortes iguais nos lados opostos à superfície a ser revestida.
• Planejar a colocação das peças com relação: à decoração das peças, ao encaixe preciso dos desenhos, à colocação em diagonais e perpendiculares.
• Para o caso de assentamento de paisagens ou mosaicos, desenhar com giz as figuras a serem formadas, colocando entre as linhas desenhadas o formato e a cor das peças que fazem parte do desenho.

Preparando a Argamassa

Preparar a argamassa manualmente ou em misturador mecânico limpo, adicionando-se a água, na quantidade recomendada na embalagem do produto, até que seja verificada homogeneidade da mistura. A quantidade a ser preparada deve ser suficiente para um período de trabalho de no máximo 2 a 3 horas, levandose em consideração a habilidade do assentador e as condições climáticas. Após a mistura, a argamassa deve ficar em repouso pelo período de tempo indicado na embalagem, para que ocorram as reações dos aditivos, sendo a seguir reamassada. No caso de preparo manual, utilizar um recipiente plástico ou metálico limpo, para fazer a mistura.

Durante a aplicação do revestimento, nunca se deve adicionar água à argamassa já preparada.

Aplicando a Argamassa

O método de aplicação da argamassa colante depende da área da placa cerâmica a ser assentada. Para peças cerâmicas com área igual ou menor do que 400 cm2, a aplicação da argamassa pode ser feita pelo método convencional, ou seja, a aplicação da argamassa é somente na parede, estando a peça cerâmica limpa e seca para o assentamento. O posicionamento da peça deve ser tal que garanta contato pleno entre seu tardoz e a argamassa. Para áreas maiores do que 400 cm2, a argamassa deve ser aplicada tanto na parede quanto na própria peça (método da dupla colagem). Os cordões formados nessas duas superfícies devem se cruzar em ângulo de 90º, e a cerâmica deve ser assentada de tal forma que os cordões estejam perpendiculares entre si. Se for usada desempenadeira metálica com dentes semicirculares, o assentamento pode ser feito pelo método convencional.

Aplicação da Argamassa colante

A argamassa deve ser espalhada com o lado liso da desempenadeira, comprimindo-a contra a parede num ângulo de 450, formando uma camada uniforme. A seguir, utilizar o lado denteado da desempenadeira sobre a camada de argamassa, para formar cordões que facilitarão o nivelamento e a fixação das peças cerâmicas.

Durante a colocação das peças os cordões de cola devem ser totalmente esmagados, formando uma camada uniforme, e garantindo o contato pleno da argamassa com todo o verso da peça. A espessura da camada final de argamassa colante deve ser de 5 a 6 mm, podendo chegar a 12 mm em pequenas áreas isoladas, onde existam irregularidades superficiais na base. As reentrâncias de altura maior que 1 mm, eventualmente presentes no tardoz das peças cerâmicas, devem ser preenchidas com argamassa colante no momento do assentamento.

Devem sempre ser respeitados os tempos de uso, tempo em aberto e tempo de ajuste, indicados na embalagem do produto, levando-se em conta que em dias secos, quentes e com muito vento, estes tempos são diminuídos. O final do tempo em aberto da argamassa é indicado pela formação de uma película  esbranquiçada sobre os cordões de cola. A partir deste momento as condições de assentamento ficam prejudicadas, podendo favorecer o descolamento precoce da peça cerâmica.

Periodicamente durante o assentamento, deve-se arrancar peças aleatoriamente (1% das peças), verificando se estão com o verso totalmente preenchido com argamassa. Este procedimento é denominado de Teste de Arrancamento e se destina a avaliar a qualidade do assentamento, e fazer ajustes caso seja necessário.

Colocação das peças cerâmicas

O tardoz das placas cerâmicas a serem assentadas deve estar limpo, isento de pó, gorduras, ou partículas secas e não deve ser molhado antes do assentamento. A colocação das placas cerâmicas nas fachadas pode ser feita:
• do térreo para a cobertura, uma fiada de cada vez.
• da cobertura para o térreo, um andar de cada vez. Neste caso, o assentamento em cada pavimento deve ser feito sempre de baixo para cima, uma fiada de cada vez.
As placas cerâmicas devem ser colocadas, ligeiramente fora de posição, sobre os cordões de cola. O posicionamento da peça é então ajustado e o revestimento cerâmico é fixado através de um ligeiro movimento de rotação. Para a retirada do excesso de argamassa, devem ser dadas leves batidas com um martelo de borracha Sobre a face da cerâmica, ou mesmo batidas com cabos de madeira de martelos comuns e colher de pedreiro. A argamassa que escorrer deve ser limpa antes do seu endurecimento, evitando que esta prejudique a junta de assentamento (rejunte).

Proteger o revestimento recém assentado da chuva e sol intenso

Execução das juntas

A largura das juntas de assentamento pode ser garantida com o uso de espaçadores plásticos.

Juntas de Movimentação

As juntas de movimentação deverão ter largura de 8 a 12 mm, devendo se estender desde a superfície da base (alvenaria, concreto armado) até a face externa do revestimento cerâmico. Devem ser executadas da seguinte forma:
• Previamente à execução do chapisco e emboço, a posição das juntas deve ser marcada sobre a base, com o auxílio de linhas de náilon, prumo e trena. Sobre as marcações feitas, posicionam-se réguas de madeira ou de alumínio, com a menor dimensão no plano vertical. As réguas deverão ter largura uniforme em todo o seu comprimento, de 8 a 12 mm, conforme o dimensionamento das juntas. Estas réguas deverão ser retiradas somente após o endurecimento da argamassa de emboço, no momento do acabamento superficial (desempeno), deixando a reentrância formada isenta de argamassa.

As juntas devem ser respeitadas quanto à sua posição e largura. Para o seu preenchimento, deve-se proceder como a seguir:
• O preenchimento da junta se inicia após o endurecimento da argamassa colante e a limpeza das juntas.
O material de enchimento é introduzido no fundo da junta a uma profundidade mínima de 6 mm, no centro da junta, e de 10 mm nas laterais da mesma. Este material deve ser altamente compressível, podendo ser usado isopor, mangueira plástica, corda betumada, etc.
• A junta deverá ser vedada com um selante flexível, com características adequadas às condições de exposição e às deformações esperadas. Deve-se proteger a face externa das peças cerâmicas com fita crepe, para não impregná-las com o selante. Esta fita crepe deverá também ser posicionada sobre o material de
enchimento, para que somente haja aderência entre o selante e a lateral das peças cerâmicas.
• Após a aplicação o selante deverá ser pressionado contra as bordas laterais da junta e alisado com o dedo ou ferramenta arredondada, úmidos.

Juntas Estruturais

As juntas estruturais devem ser localizadas na estrutura conforme o projeto estrutural e devem ser preenchidas como segue:
As réguas de madeira , de largura idêntica à da junta estrutural, são posicionadas exatamente sobre as juntas já existentes na estrutura. Da mesma forma que para as juntas de movimentação, estas réguas são retiradas após a aplicação da camada de emboço, no momento do desempeno.
Após a aplicação e o endurecimento da argamassa colante a junta deve ser feita a limpeza do espaço reservado para a junta. A seguir é introduzido, neste espaço, um limitador de profundidade na junta (mangueiras de plástico ou borracha, isopor, corda betumada, etc.) para que não haja consumo excessivo de selante.

A vedação da junta deve ser feita com selante flexível, com características adequadas às condições de exposição e às deformações esperadas. Deve-se proteger as peças cerâmicas com fita crepe, para não impregná-las com o selante. Posicionar a fita crepe também sobre o limitador de profundidade, para que somente haja aderência entre o selante e as peças cerâmicas. Aplicado o selante, pressioná-lo contra as bordas laterais da junta e alisá-lo com o dedo ou ferramenta arredondada, úmidos.
O selante empregado tanto para a vedação das juntas de movimentação quanto para as juntas estruturais devem ser à base de elastômeros, como poliuretano, polissulfeto, silicone, etc.

Juntas de assentamento

O preenchimento das juntas de assentamento pode ser iniciado no mínimo 3 dias após concluído o assentamento das peças. Verifique, primeiramente, se existe alguma peça cerâmica, onde não há argamassa embaixo. Para isto, dê leves pancadas com os dedos sobre a superfície das placas, se alguma delas apresentar som cavo (barulho oco), esta deve ser removida e imediatamente assentada. A seguir, limpar as juntas, eliminando toda a sujeira existente nelas, e umedecê-las previamente somente em locais sob forte insolação, incidência de ventos ou umidade relativa do ar baixa.
Utilizar somente argamassas de rejunte industrializadas, ou dosadas na obra desde que sejam aditivadas com produtos químicos que garantam elasticidade e impermeabilidade às mesmas. A argamassa de rejunte deve ser misturada em um recipiente metálico, ou de plástico, limpo, obedecendo as recomendações do fabricante quanto à quantidade de água, até a obtenção de uma mistura homogênea.
No caso de argamassas industrializadas, a mistura deve permanecer em repouso por 15 minutos após o amassamento. Após o período de repouso, a argamassa deve ser remisturada e espalhada nas juntas com auxílio de uma desempenadeira com base de borracha flexível, em movimentos alternados, de modo que ela penetre uniformemente no espaço deixado entre as placas cerâmicas.
Após secagem inicial da argamassa, remover o excesso com pano, esponja ou estopa úmidos. Após transcorrido mais algum tempo, que garanta princípio de endurecimento da argamassa, frisar as juntas, obtendo assim acabamento liso e regular.

Limpeza

Esta operação pode ser feita com instrumentos de madeira, desenhados
especialmente para esse fim, ou com auxílio de cabos elétricos dobrados. Limpar novamente com estopa ou pano secos, para remoção de quaisquer resíduos de argamassa aderidos sobre o revestimento cerâmico.

Molhar periodicamente o revestimento pronto com água, nos três primeiros dias após o rejuntamento.

Cura

Esta é a operação final e tem a finalidade de eliminar resíduos de argamassas ou outros materiais usados no processo de assentamento.
A limpeza de revestimentos com ácido é contra-indicada, pois pode prejudicar tanto a superfície da peça cerâmica como o rejunte. Entretanto, quando for necessária a limpeza com ácido, deve-se usar uma parte de ácido para dez partes de água. Neste caso, deve-se proteger previamente com vaselina os componentes susceptíveis ao ataque pelo ácido. Após a limpeza, que deve ser feita com água em abundância, utiliza-se uma solução neutralizante de amônia (uma parte de amônia para cinco partes de água) e se enxágua com água em abundância. Finalmente, enxuga-se com um pano, para remover a água presente nas juntas.
Após a limpeza, as operações para o revestimento da parede estão completas, muito embora a parede ainda não esteja adequada para uso. É necessário esperar aproximadamente 15 dias para que as reações físicas e químicas, que ocorrem com as argamassas, possam acontecer. Estas reações são fundamentais para a qualidade da aderência entre as diversas camadas que compõe a parede revestida com placas cerâmicas.




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