Assentamento de revestimentos cerâmicos em Piscinas

Preparação para o assentamento

Uma preparação adequada dos planos da piscina é muito importante para que o resultado final do trabalho, quer a nível técnico quer a nível estético, seja perfeito. Por isto é necessário que sejam feitas os seguintes preparos, antes do início do assentamento das peças cerâmicas:

Verficações Preliminares

As piscinas podem ser construídas em alvenaria estrutural de blocos de concreto ou cerâmicos, ou em concreto armado. Para piscinas em alvenaria, é necessária a execução de uma camada de regularização sobre as paredes, que servirá de suporte à impermeabilização. Para as piscinas em concreto armado, não é necessária a camada de regularização, a não ser quando a superfície do concreto não apresentar condições adequadas para receber a camada de impermeabilização. A camada de regularização ou a superfície de concreto deve apresentar as seguintes características:

-textura superficial lisa

– desvio máximo de nível e planeza de 3 mm em régua de 2 metros de comprimento

– cantos arredondados nas mudanças de plano (encontro de piso com paredes e encontro de paredes)

Além das características acima, para piscinas em concreto armado, a superfície do concreto deve ser uniforme, sem desníveis ou falhas de concretagem. Caso  isto não ocorra deve ser feita a correção das imperfeições com material específico para reparos estruturais. Independente do material utilizado na confecção das paredes, os pisos de piscinas devem sempre se constituir em uma laje de concreto armado. Essa laje deve apresentar as seguintes características, para que possa receber diretamente a camada de impermeabilização:

– caimento de 0,5 a 1,0% para o ralo de fundo da piscina
– textura superficial lisa
– arredondamento dos cantos nos encontros com as paredes (perímetro do piso)

Caso a laje de concreto do piso não apresente as características acima, deve ser aplicada uma camada
de regularização sobre a mesma, previamente à execução da impermeabilização.

Limpeza

A base a ser revestida deverá passar por um processo de limpeza para remoção de pó, sujeira, gordura, bolor e outras substâncias que possam vir a prejudicar a aderência. Os procedimentos recomendados para a limpeza são os seguintes:

• remoção de pó, sujeira e materiais soltos

– escovação com vassoura de piaçaba ou escova de aço

– lavagem com água sob pressão ou jato de areia nos casos de grande impregnação

• remoção de partículas aderidas com espátula ou talhadeira

– lavagem com água sob pressão ou jato de areia nos casos de grande impregnação.

• remoção de desmoldantes, graxa e gordura

– processos mecânicos (esfregação)

– aplicação de soluções alcalinas ou ácidas: fosfato de sódio, soda cáustica, ácido muriático ou detergente


• remoção de eflorescências:

– escovação e limpeza com ácido muriático (diluído em água na proporção 1:10), e enxague com água pura.

– escovação e limpeza com ácido muriático, diluído em água na proporção 1:10, e enxague com água pura

Sempre que forem utilizadas soluções ácidas ou alcalinas na lavagem da base, a mesma deve ser previamente saturada com água para que não absorva tais soluções, que são extremamente prejudiciais para materiais à base de cimento. Após a lavagem da base com esses produtos, a mesma deve ser enxaguada com água pura em abundância.

Correção da rugosidade e da absorção

A superfície a ser revestida deve apresentar rugosidade suficiente e absorção de água adequada para garantir a aderência entre a argamassa e a base a ser revestida. O tratamento a ser dado para aumentar a rugosidade da superfície, depende do tipo de material empregado na execução da base.

Bases de concreto armado com superfície muito lisa: paredes da piscina moldadas com formas plastificadas ou metálicas. Devem receber um dos seguintes tratamentos:

chapisco industrializado
chapisco rolado
– apicoamento superficial do concreto
– jateamento do concreto recém desformado com água sob pressão
– aplicação do chapisco convencional após a secagem.

– Bases de concreto armado com textura rugosa: paredes de piscinas moldadas com formas convencionais de madeira. Apresentam absorção média a baixa, devendo receber chapisco convencional ou chapisco rolado.

– Bases de alvenarias de blocos cerâmicos: apresentam absorção média a baixa. Para regular a absorção de água, estas bases devem receber chapisco convencional ou chapisco rolado. No caso de aplicação de chapisco convencional sobre alvenaria, a mesma deve ser previamente umedecida.

– Bases de alvenaria de blocos de concreto: apresentam absorção elevada, não devendo receber chapisco. Tais bases devem ser umedecidas antes da aplicação da camada de regularização.

Aplicação do Chapisco

O chapisco pode ser aplicado de três maneiras diferentes, em função das características superficiais da base:

Chapisco convencional:

Consiste numa mistura de cimento e areia grossa no traço 1:3 (em volume), de consistência fluida, lançada energicamente com colher de pedreiro contra a superfície a ser revestida. Deve-se permitir a secagem do chapisco durante, pelo menos, 3 dias antes da aplicação da camada de regularização.

Chapisco rolado:

Consiste numa mistura de cimento, areia média e resina PVA, de consistência fluida,  aplicada sobre a superfície a ser revestida com rolo para textura acrílica, em 3 demãos.


Chapisco industrializado:

Tipo de chapisco indicado apenas para bases de concreto armado, devido ao consumo elevado. Consiste na aplicação de argamassa adesiva (argamassa colante) sobre a superfície a ser revestida, com desempenadeira denteada (6 x 6 mm). Deve-se permitir a secagem da argamassa por, pelo menos, 7 dias, para posterior aplicação da camada de regularização.

Execução da Camada de Regularização

O emboço é uma camada de regularização que visa nivelar a superfície da parede e corrigir defeitos e irregularidades da mesma. O assentamento de cerâmica sem um bom nivelamento gera empoçamento de água com o aparecimento de eflorescência, ou infiltrações.
Somente depois de transcorridos no mínimo 3 dias da aplicação do chapisco é que poderão ser iniciados os trabalhos de execução da camada de emboço. O número de etapas em que o mesmo será executado depende da espessura desejada para a camada de emboço:

Espessura do emboço
menor ou igual a 2,5 cm 1 – 1 etapa
entre 2,5 e 5 cm 2 – 2 etapa
entre 5 e 8 cm 3 – 3 etapa

Deve-se aguardar no mínimo 24 horas entre cada etapa.

Impermeabilização

A impermeabilização das piscinas deve ser feita por empresa especializada em serviços de impermeabilização. Entretanto, recomenda-se que o sistema de impermeabilização para piscinas seja mecanicamente flexível, tendo em vista as deformações esperadas para esse tipo de estrutura

Proteção da Impermeabilização de piscinas

Sobre a camada de impermeabilização deve ser aplicada, no piso e nas paredes, uma camada de argamassa de traço de 1:4 a 1:5, em volume aparente de cimento e areia úmida. Esta camada de argamassa visa proteger mecanicamente a impermeabilização e regularizar a superfície para receber o revestimento cerâmico. A argamassa utilizada poderá ser aditivada com produtos impermeabilizantes disponíveis no mercado.

Previamente à execução da camada de proteção, deve ser aplicado um chapisco convencional de traço 1:2, em volume de cimento e areia grossa, para que seja garantida a aderência entre a impermeabilização e a argamassa de proteção.
Tendo em vista a possibilidade de ocorrência de fissuras nessa camada, em função da ausência de cal na mistura, recomenda-se que sejam executadas juntas de movimentação, cujo espaçamento deve ser determinado e especificado em projeto.
A camada de proteção à impermeabilização nas paredes da piscina deverá ser reforçada com tela de arame galvanizado ou tela de polietileno. Essa tela deverá ser imersa na camada de argamassa, da seguinte forma:

– Aplicar metade da espessura da camada de argamassa de proteção, comprimindo e alisando a mesma
– Colocar a tela e comprimir fortemente contra a argamassa
– Aplicar o restante da argamassa
– A adoção desse método exige que a camada total de proteção tenha no mínimo 2,5 cm de espessura.

Condições para iniciar o Assentamento

Para que o assentamento possa se iniciar, a superfície a ser revestida deve apresentar-se:
• limpa sem fissuras ou rachaduras
• coesa (não deve se esfarelar)
• caimento da camada de regularização maior ou igual a 1,5 %.
• bem aderida à base (não deve apresentar som cavo quando percutida)
• alinhada em todas as direções (toda a superfície deve pertencer ao mesmo plano)
• o desvio máximo de planeza deve ser de 3 mm em relação a uma régua de 2 metros

Para aplicação do revestimento cerâmico, a camada de regularização deverá ter idade mínima de 14 dias.

Deve-se verificar:

ARGAMASSA

• se a argamassa colante cumpre o especificado nas normas em vigor

PEÇA CERÂMICA

• dimensões e tonalidades das peças cerâmicas.
• quantidade de revestimento necessária para a execução do serviço, considerando uma quantidade adicional (5 a 10%) para eventuais quebras, recortes ou reparos futuros.

AMBIENTE A SER REVESTIDO
• dimensões das áreas a serem revestidas.
• as entradas e saídas das canalizações de água devem estar concluídas e testadas, e o arremate deve ser perfeito, evitando a possibilidade de vazamentos após a conclusão do revestimento

CONDIÇÕES TÉRMICAS

• a temperatura ambinte no momento da aplicação deve estar entre 5 e 30ºC. Não se deve aplicar em períodos de insolação direta.

Os mesmos procedimentos de limpeza especificados anteriormente para a base devem ser seguidos no tratamento das superfícies que serão revestidas com peças cerâmicas.

O revestimento da piscina somente poderá ser feito depois que a estrutura suporte já estiver carregada com seu peso próprio e com todas as alvenarias.

INICIO DO ASSENTAMENTO DO REVESTIMENTO CERÂMICO

Antes de iniciar o assentamento propriamente dito, os seguintes serviços devem ser realizados:
• Verificar o esquadro e as dimensões da base a ser revestida para definição da largura das juntas entre as peças, buscando um menor número e melhor posicionamento dos recortes.
• Locar, sobre a superfície a ser revestida, as juntas horizontais e verticais entre as peças cerâmicas, com objetivos de verificar a necessidade de recorte das peças junto às extremidades da parede ou piso a ser revestido, e evitar o corte de peças estreitas. Arranja-se as peças de forma que sejam feitos cortes iguais nos
lados opostos da superfície a ser revestida.
• Os alinhamentos das primeiras fiadas, nos dois sentidos, devem ser marcados com linhas de náilon, servindo então de referência para as demais fiadas. Em áreas grandes a serem revestidas, esticar tantas linhas quantas forem necessárias para o assentamento das demais fiadas em perfeito alinhamento.
• Deve-se planejar a colocação das peças com relação: à decoração das peças, encaixe preciso dos desenhos, a colocação em diagonais e perpendiculares.

Aplicação da Argamassa colante – Preparando a Argamassa

Preparar a argamassa manualmente ou em misturador mecânico limpo, adicionando-se a água, na quantidade recomendada na embalagem do produto, até que seja verificada homogeneidade da mistura. A quantidade a ser preparada deve ser suficiente para um período de trabalho de no máximo 2 a 3 horas, levandose em consideração a habilidade do assentador e as condições climáticas. Após a mistura, a argamassa deve ficar em repouso pelo período de tempo indicado na embalagem, para que ocorram as reações dos aditivos, sendo a seguir reamassada. No caso de preparo manual, utilizar um recipiente plástico ou metálico limpo, para fazer a mistura.

Durante a aplicação do revestimento, nunca se deve adicionar água à argamassa já preparada.

Aplicando a Argamassa

O método de aplicação da argamassa colante depende da desempenadeira metálica escolhida. Se for utilizada desempenadeira com dentes quadrados de dimensão de 8 x 8 x 8 mm, deverá ser utilizado o método da dupla colagem, ou seja, a argamassa é aplicada tanto na piscina quanto na própria peça. Os cordões formados nessas duas superfícies devem se cruzar em ângulo de 90º, e a cerâmica deve ser assentada de tal forma que os cordões estejam perpendiculares entre si. Por outro lado, se for usada desempenadeira com aberturas semicirculares de raio 10 mm, poderá ser empregado o método convencional, ou seja, a aplicação da argamassa deve ser somente na parede e piso da piscina, estando a peça cerâmica limpa e seca para o assentamento. Em qualquer situação, o posicionamento da peça deve ser tal que garanta contato pleno entre seu tardoz e a argamassa.
A argamassa deve ser espalhada com o lado liso da desempenadeira, comprimindo-a contra a base num ângulo de 450, formando uma camada uniforme. A seguir, utilizar o lado denteado da desempenadeira sobre a camada de argamassa, para formar cordões que facilitarão o nivelamento e a fixação das peças cerâmicas.
Durante a colocação das peças os cordões de cola devem ser totalmente esmagados, formando uma camada uniforme, e garantindo o contato pleno da argamassa com todo o verso da peça. A espessura da camada final de argamassa colante deve ser de 4 a 5 mm, podendo chegar a 12 mm em pequenas áreas isoladas, onde existam irregularidades superficiais na base. As reentrâncias de altura maior que 1 mm, eventualmente presentes no tardoz das peças cerâmicas, devem ser preenchidas com argamassa colante no momento do assentamento.

Devem sempre ser respeitados os tempos de uso, tempo em aberto e tempo de ajuste, indicados na embalagem do produto, levando-se em conta que em dias secos, quentes e com muito vento, estes tempos são diminuídos. O final do tempo em aberto da argamassa é indicado pela formação de uma película esbranquiçada sobre os cordões de cola. A partir deste momento as condições de assentamento ficam prejudicadas, podendo favorecer o descolamento precoce  da peça cerâmica.

Periodicamente durante o assentamento, deve-se arrancar peças aleatoriamente (1% das peças), verificando se estão com o verso totalmente preenchido com argamassa. Este procedimento é denominado de Teste de Arrancamento e se destina a avaliar a qualidade do assentamento, e fazer ajustes caso seja necessário.

Nunca reaproveite sobras de pasta de argamassa colante.

Colocação das peças cerâmicas

O tardoz das placas cerâmicas a serem assentadas devem estar limpos, isentos de pó, gorduras, ou partículas secas e não devem ser molhados antes do assentamento. A colocação das placas deve ser feita de acordo com a disposição prevista e à largura especificada para as juntas de assentamento.

As placas cerâmicas devem ser colocadas, ligeiramente fora de posição, sobre os cordões de cola. O posicionamento da peça é então ajustado e o revestimento cerâmico é fixado através de um ligeiro movimento de rotação. Para a retirada do excesso de argamassa, devem ser dadas leves batidas com um martelo de borracha sobre a face da cerâmica, ou mesmo batidas com cabos de madeira de martelos comuns e colher de pedreiro. A argamassa que escorrer deve ser limpa antes do seu endurecimento, evitando que esta prejudique a junta de assentamento (rejunte).

A largura das juntas de assentamento pode ser garantida com o uso de espaçadores plásticos.

Execução das juntas – Juntas de Movimentação

As juntas de movimentação deverão ter largura de 8 a 12 mm, devendo se estender desde a superfície da base (alvenaria, concreto armado) até a face externa do revestimento cerâmico. Devem ser executadas da seguinte forma:
• Previamente à execução da camada de regularização, a posição das juntas deve ser marcada sobre a base, com o auxílio de linhas de náilon, prumo e trena. Sobre as marcações feitas, posicionam-se réguas de madeira ou de alumínio, com a menor dimensão no plano vertical. As réguas deverão ter largura uniforme em todo o seu comprimento, de 8 a 12 mm, conforme o dimensionamento das juntas. Estas réguas deverão ser retiradas somente após o endurecimento da argamassa de camada de regularização, no momento do acabamento superficial (desempeno), deixando a reentrância formada isenta de argamassa.
• O preenchimento da junta se inicia após o endurecimento da argamassa colante e a limpeza das juntas.
O material de enchimento é introduzido no fundo da junta a uma profundidade mínima de 6 mm, no centro da junta, e de 10 mm nas laterais da mesma. Este material deve ser altamente compressível, podendo ser usado isopor, mangueira plástica, corda betumada, etc.
• A junta deverá ser vedada com um selante flexível, com características adequadas às condições de exposição e às deformações esperadas. Deve-se proteger a face externa das peças cerâmicas com fita crepe, para não impregná-las com o selante. Esta fita crepe deverá também ser posicionada sobre o material de enchimento, para que somente haja aderência entre o selante e a lateral das peças cerâmicas.
• Após a aplicação o selante deverá ser pressionado contra as bordas laterais da junta e alisado com o dedo ou ferramenta arredondada, úmidos.

Juntas de Assentamento

O preenchimento das juntas de assentamento, rejunte, só pode ser iniciado 72 horas (3 dias) após concluído o assentamento das peças. Verifique, primeiramente, se existe alguma peça cerâmica, onde não há argamassa embaixo. Para isto, dê leves pancadas com os dedos sobre a superfície das placas, se alguma delas apresentar som cavo (barulho oco), esta deve ser removida e imediatamente assentada.
A seguir, limpar as juntas com uma escova ou vassoura de piaçaba, eliminando toda a sujeira existente nelas. Em locais sob forte insolação, incidência de ventos ou umidade relativa do ar baixa, umedecer previamente as juntas, utilizando uma broxa. A argamassa de rejuntamento deve ser aplicada com a junta ainda umedecida.
Utilizar somente argamassas de rejunte industrializadas, ou dosadas na obra desde que sejam aditivadas com produtos químicos que garantam elasticidade e impermeabilidade às mesmas. A argamassa de rejunte deve ser preparada em um recipiente metálico, ou de plástico, limpo, obedecendo as recomendações do fabricante quanto à quantidade de água, até a obtenção de uma mistura homogênea. No caso de argamassas industrializadas, a mistura deve permanecer em repouso por 15 minutos após o amassamento. Após o período de repouso, a argamassa deve ser remisturada e espalhada nas juntas com auxílio de uma desempenadeira com base de borracha flexível, em movimentos alternados, de modo que ela penetre uniformemente no espaço deixado entre as placas cerâmicas.

Molhar periodicamente o revestimento pronto com água, nos três primeiros dias após o rejuntamento.

Após secagem inicial da argamassa, remover o excesso com pano, esponja ou estopa úmidos. Após transcorrido mais algum tempo, que garanta princípio de endurecimento da argamassa, frisar as juntas, obtendo assim acabamento liso e regular. Esta operação pode ser feita com instrumentos de madeira, desenhados especialmente para esse fim, ou com auxílio de cabos elétricos dobrados. Limpar novamente com estopa ou pano secos, para remoção de quaisquer resíduos de argamassa aderidos sobre o revestimento cerâmico.

Limpeza

Esta é a operação final e tem a finalidade de eliminar resíduos de argamassas ou outros materiais usados no processo de assentamento.
A argamassa de rejunte que ficar aderida sobre as peças cerâmicas deve ser removida durante as operações de rejuntamento, para evitar seu endurecimento. Porém, a limpeza final das calçadas só deverá ser efetuada duas semanas após o rejuntamento. A calçada deve então ser escovada (escova ou vassoura de piaçaba) com água e um detergente neutro, sendo em seguida enxaguada abundantemente.
A limpeza de revestimentos com ácido é contra-indicada, pois pode prejudicar tanto a superfície da peça cerâmica, o rejunte e a armadura do concreto que serve como base. Entretanto, quando for necessária a limpeza com ácido, deve-se usar uma parte de ácido para dez partes de água. Neste caso, deve-se proteger previamente com vaselina os componentes susceptíveis de ataque pelo ácido. Após a limpeza, que deve ser feita com água em abundância, utiliza-se uma solução neutralizante de amônia (uma parte de amônia para cinco partes de água) e enxágua-se com água em abundância. Finalmente enxuga-se com um pano, para remover a água presente nas juntas.




4 Comments

  1. Darci Pereira Responder
  2. Roberto Nunes Responder

Deixar Comentário