Exercicio Físico nas crianças

Tanto os especialistas da Organização Mundial de Saúde como da Comunidade Europeia insistem na necessidade de desenvolver, desde a mais tenra idade, o gosto pelas actividades físicas. A prática do exercício físico deve fazer parte da educação, tal como a aprendizagem da leitura, da escrita e da linguagem

Exercício Físico nas crianças

Para a criança, a actividade física é um meio de se libertar de algumas pressões (disciplina escolar, obediência), bem como de descarregar a sua agressividade natural. Por outro lado, a prática regular de exercício físico estimula o crescimento e permite o desenvolvimento harmonioso da musculatura e das principais funções vitais: cardíaca, vascular e pulmonar. O organismo utilizará melhor a alimentação e, especialmente, os açúcares, dos quais as crianças têm, frequentemente, tendência para abusar. Mas é importante não “pressionar” uma criança demasiado cedo, nem a forçai” a fazer esforços para os quais ela ainda não está preparada. Antes dos seis anos, brincar constitui o exercício físico ideal, porque a criança ainda não atingiu toda a sua capacidade de autodomínio e de concentração na realização de exercícios motores.

Quase todos os desportos podem ser iniciados a partir dos seis-sete anos, excepto os que exijam muito esforço e as competições intensivas, que provocam stress. Portanto, até à adolescência, são desaconselháveis o squash, a halterofilia, o mergulho, as corridas em zonas de grande altitude, o boxe e tutti-quanti… De qualquer modo, é preciso ter cuidado, especialmente em períodos de forte crescimento, porque a coluna vertebral fica muito fragilizada. O que não quer dizer que seja necessário dispensar uma criança que sofra de escoliose das aulas de ginástica. Pelo contrário, o andebol, o basquetebol e a natação em estilo livre favorecem o alongamento da coluna.
Um jovem desportista nunca se deve limitar a uma só disciplina física e, por isso, se ele não manifestar qualquer desejo particular, ajude-o a descobrir, primeiro, os desportos mais formativos, como a corrida, a ginástica, a natação e o ciclismo. Não recuse eventuais mudanças, porque as crianças e os adolescentes, na sua maioria, estão ainda à procura da sua personalidade e dos seus gostos.

Prazer e não obrigação

Tal como para os adultos, a prática de um desporto deve ser um prazer e nunca um constrangimento. Não hesite em inscrever o seu filho num clube desportivo. Ele aprenderá a dominar, livremente, o seu instinto de poder, a aceitar a supremacia dos outros, a integrar-se num colectivo, sabendo, ao mesmo tempo, que o desfecho de qualquer jogo poderá ser diferente da próxima vez. O desporto educativo é, para os jovens, uma excelente forma de adquirirem a plenitude das suas capacidades físicas e dá-lhes, também, o sentimento de participação social, o que é valorizante. Poderá funcionar até como um tipo de terapia muito eficaz para os jovens perturbados, aos quais pode dar uma correcta noção do seu valor pessoal.




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