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Muitas tarefas de bricolage exigem que duas ou mais secções de um objecto sejam unidas temporariamente enquanto uma forma de fixação mais permanente está a ser preparada, normalmente com cola. Uma variedade de grampos (ou gatos metálicos, como são chamados frequentemente) está disponível para este efeito, muitos destes com utilizações específicas. Algumas pessoas fabricam os seus próprios grampos de madeira ou de outros materiais.

 

GRAMPOS MAIS UTILIZADOS

O grampo mais comum na oficina é o gancho em G. E uma ferramenta de utilização geral que está disponível em grande variedade de tamanhos. Pode ser utilizado sozinho ou em conjunto com outros, quando, por exemplo, se trabalha na superfície de uma prancha larga ou a unir pranchas para colar.
O grampo corrediço foi especificamente concebido para unir armações de janela, ou caixilhos, mas também é usado com frequência para unir os encaixes de tábuas para formar grandes painéis para tampos de mesas e peças semelhantes.
Por vezes, é útil poder aplicar um grampo com uma mão enquanto a outra segura no trabalho, altura em que o grampo utilizado apenas com uma mão entra em acção. Funciona num sistema simples de catraca, como uma ferramenta de mástique (calafetagem).
Para as molduras de quadros e peças mais pesadas com chanfro a 45° nos cantos, existe uma prensa de moldura. Esta é bastante complicada, com pegas em parafuso, ou com simples pinos, e é aplicada rapidamente.

 

 

GRAMPOS COM FINS ESPECÍFICOS

Existem muitos destes grampos, mas um que o adepto da bricolage pode achar útil é o grampo em cortiça, que é de madeira com partes de cortiça. Este grampo é de rápida colocação e é frequentemente usado por fabricantes de instrumentos musicais. As suas vantagens são a velocidade de utilização, a sua leveza e simplicidade. E ideal para pequenos trabalhos feitos em casa, embora não possa exercer grande pressão.
Outro grampo muito útil é o grampo de correia. Este é perfeito para unir objectos de formatos invulgares que podem ser unidos a partir de um único ponto.
São utilizados de forma mais comum para unir um trabalho de tanoeiro, como barris e pipas, ou formatos multifacetados como hexágonos ou octógonos utilizados em molduras e espelhos decorativos. As peças a serem coladas ficam unidas sobre uma superfície horizontal, como é mostrado.

 

UTILIZAR OS GRAMPOS

Aplique pressão no encaixe em que trabalha o mais depressa possível após colocar a cola – tenha o hábito de preparar tudo o que precisa com antecedência. Tenha sempre uma caixa de refugo de madeira à mão e utilize-o para proteger a superfície do trabalho. Diz-se frequentemente que nunca há grampos suficientes, pelo que não deixará de começar a coleccionar uma selecção de diferentes tipos e tamanhos para se adequarem a todas as técnicas de montagem. Muitos destes podem ser feitos por si.

 

SUGESTÕES PRÁTICAS
• Não se sinta tentado a soltar o grampo muito depressa. Seja paciente, dando muito tempo à cola para secar.
• Pense na sequência do processo de colocação dos grampos e certifique-se de que possui à mão grampos suficientes antes de aplicar qualquer cola. Pode chegar à conclusão de que precisa de outra pessoa para ajudar.