Materiais para a substituição do tubos canalização

Qual o melhor material para a substituição dos tubos canalização do edifício?

Tipos de canalizações

O edifício não requer um mesmo tipo de material para todas as canalizações hidráulicas e sanitárias. A escolha, além da expectativa de vida útil, deve levar em conta a finalidade da canalização, a natureza, pressão e temperatura do líquido a escoar (água quente, esgoto,), o melhor tipo de junta (rosca, solda, anel de borracha.) e as condições de exposição (tubo aparente, embutido.), entre outros factores. Os tubos metálicos historicamente foram os primeiros produzidos em escala industrial e, portanto, têm desempenho bem conhecido. São mais empregados em instalações de  prédios os tubos de aço carbono com conexões de rosca de ferro fundido maleável, ambos geralmente zincados por imersão a quente (galvanizados), e os tubos de cobre com conexões soldadas de cobre e/ou roscas de bronze/latão. Foram recentemente introduzidos no mercado tubos semi-flexíveis de alumínio com revestimento interno e externo constituído por uma camada plástica.

Materiais plásticos

Os materiais plásticos mais utilizados são o PVC (ou cloreto de polivinila), o PPR (ou polipropileno random), o CPVC (ou cloreto de polivinila clorado) e o PEX (polietileno reticulado ou com ligação cruzada).

Tubos metálicos

Os tubos metálicos são especialmente indicados para uso em funções onde ficarão submetidos a elevadas pressões, como é o caso das canalizações da rede de hidráulicas de incêndio e da canalização de recalque, que conduz água potável desde as bombas hidráulicas da cisterna até o reservatório elevado do edifício. Também são empregadas em edifícios altos para levar água potável do reservatório elevado até as válvulas redutoras de pressão.

No entanto, os tubos metálicos apresentam as seguintes desvantagens ou inconvenientes:
• Elevada condutividade térmica;
• Maior peso comparativo;
• Menor facilidade de manuseio,
• Maior dificuldade de execução das juntas com roscas ou soldadas;
• Maior resistência hidráulica ao escoamento;
• Baixa flexibilidade e elasticidade;
• Menor segurança na execução das juntas;
• Elevada transmissão acústica (ruído);
• Maior custo relativo de aquisição;
• Susceptibilidade à corrosão;
• Maior facilidade para acumulação de depósitos por corrosão, suspensões e precipitação;
• Possibilidade de contaminação da água por detritos de corrosão e chumbo presente nas soldas;
• Maior facilidade de transmissão dos efeitos de golpes de aríete.

Os tubos metálicos, de modo geral, apresentam as seguintes vantagens comparativas:
• Elevada resistência à pressão interna;
• Reduzida dilatação térmica característica;
• Estabilidade dimensional;
• Elevada resistência ao calor;
• Elevada resistência mecânica;
• Elevada resistência aos efeitos de fadiga mecânica e térmica;
• Resistentes à exposição prolongada à radiação ultravioleta e à ação do tempo;
• Eliminam pouca fumaça e gases tóxicos quando sob combustão;
• Maior confiança na informação de desempenho sob uso prolongado;
• São difíceis de serem danificadas em temperaturas geralmente alcançadas em incêndios em edifícios.

Os tubos plásticos  apresentam as seguintes desvantagens ou inconvenientes:

• Baixa resistência ao calor;
• Baixa resistência mecânica;
• Baixa resistência aos efeitos de fadiga mecânica e térmica;
• Degradação devida à exposição prolongada à radiação ultravioleta;
• Elevada dilatação térmica unitária;
• Eliminação de fumaça e gases tóxicos quando sob combustão;
• Pouca informação do desempenho sob uso prolongado (não mais de 40 anos de uso no mercado nacional).

Os tubos plásticos, de modo geral, apresentam as seguintes vantagens comparativas:

• Elevada resistência à corrosão ou oxidação;
• Boa durabilidade quando abrigados da acção do tempo;
• Baixa condutividade térmica e eléctrica;
• Baixo peso comparativo;
• Facilidade de manuseio;
• Rapidez e facilidade de execução das juntas (as juntas a quente requerem termofusor);
• Baixa resistência ao escoamento;
• Pouca acumulação de detritos;
• Boa flexibilidade e elasticidade;
• Maior segurança na execução das juntas (dispensam emprego de maçarico);
• Baixa transmissão acústica;
• Baixo custo relativo de aquisição.

Os tubos em PVC têm sido muito empregados em redes de distribuição predial de água potável, e instalações prédios de esgoto sanitário e de colecta de águas pluviais. Já os tubos de CPVC e PPR são especialmente fabricados para a condução de água quente.

Tubos de cobre

As canalizações de cobre são especialmente indicadas para a condução de água quente em razão de sua estabilidade química e dimensional. Tubos e conexões galvanizados são muito susceptíveis à corrosão quando a temperatura da água em seu interior ultrapassa os 50°C. Já os tubos de PVC castanho apresentam acentuada queda na resistência à pressão e enorme dilatação térmica ao conduzirem água quente, sendo, em consequência, contra-indicados nesses casos.
Também os tubos de cobre levam vantagem sobre os tubos de aço nas redes prediais de distribuição de gás combustível, pois as juntas soldadas permitem elevada vedação, evitando os perigosos vazamentos, e não sofrem ataques químicos de material constituinte das argamassas em presença de humidade, quando embutidos em contrapisos de lajes. Isto confere aos tubos de cobre elevadíssima vida útil, a despeito do seu custo ser quase o dobro do custo do aço e até quatro vezes mais que o custo de tubos plásticos. Por outro lado, os tubos plásticos compreendem uma grande variedade de componentes fabricados a partir de polímeros orgânicos sintéticos, obtidos, sobretudo, a partir de derivados petroquímicos.




2 Comments

Deixar Comentário